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Foz do Brasil e Sabesp inauguram o maior projeto de água de reúso do Brasil

  29/11/2012

A Foz do Brasil e a Sabesp inauguram nesta quinta-feira, 29 de novembro, o maior projeto de água de reúso para fins industriais do Brasil. O Aquapolo Ambiental, com capacidade para produzir até 1.000 litros por segundo de água de reúso, abastecerá o Polo Petroquímico de Capuava, em Mauá (ABC). Esse volume é equivalente ao consumo de água potável de 300 mil moradores – uma cidade do porte de Guarujá.

O projeto também terá importante contribuição para o mercado de trabalho do ABC. A oferta de uma água de reúso de qualidade, feita sob medida para as indústrias, reduz custos e aumenta a vida útil dos equipamentos, o que garante a permanência das fábricas na região e permite a expansão de suas plantas e contratação de novos funcionários. Atualmente o polo petroquímico emprega mais de 25 mil pessoas.

O Aquapolo foi criado em 2010 pela Foz do Brasil (empresa de soluções ambientais da Organização Odebrecht) e Sabesp. Para sua implantação, uma nova empresa foi criada, a Aquapolo Ambiental. O investimento de R$ 364 milhões, que entra agora em operação, inclui uma estação de produção de água de reúso para fins industriais, uma adutora (grande tubulação) de 17 km e 3,6 km de redes de distribuição.

A água de reúso industrial é produzida a partir do esgoto tratado. Esse efluente, que seria devolvido à natureza dentro das condições exigidas pela legislação, passa por um novo tratamento, complementar, com tecnologia de ponta, que inclui membranas de ultrafiltração e osmose reversa. A implantação do projeto foi viabilizada pela Braskem, que consumirá 65% da capacidade do Aquapolo, o que equivale a 650 litros por segundo. O fornecimento para a indústria está garantido por 41 anos.

O Aquapolo reúne características que o tornam um dos projetos mais inovadores do país, pois conjuga responsabilidade socioambiental e desenvolvimento econômico. “A iniciativa comprova que esse modelo de parceria, entre as esferas pública e privada, é um importante meio para equacionar questões ambientais e de saneamento no país”, declara Fernando Reis, presidente da Foz do Brasil. A estrutura que produzirá a água de reúso foi construída dentro da área da Estação de Tratamento de Esgotos ABC, da Sabesp, na divisa entre São Paulo e São Caetano do Sul. A adutora passa por São Paulo, São Caetano do Sul e Santo André até chegar ao polo, em Mauá, onde a água é distribuída às indústrias.

A iniciativa possibilitará que a Sabesp aumente a oferta de água potável para a Região Metropolitana de São Paulo, já que o volume usado pelo Polo Petroquímico será substituído pela água de reúso para fins industriais. Deixarão de ser usados mensalmente 450 milhões de litros de água tratada, o que corresponde a 175 piscinas olímpicas.

“A água de reúso é uma solução de futuro. Ela contribui para garantir a segurança no abastecimento na Região Metropolitana de São Paulo, onde há baixa disponibilidade hídrica”, afirma Dilma Pena, diretora-presidente da Sabesp. A Grande SP tem em média 140 mil litros de água por habitante por ano – menos de 10% do que a ONU considera ideal.

Para abastecer os 20 milhões de moradores dessa região, a Sabesp investe em uma série de iniciativas, além da água de reúso. No último dia 8, foi lançado o edital de um novo sistema produtor de água, o São Lourenço. O investimento estimado de R$ 1,68 bilhão será feito por meio de PPP (Parceria Público-Privada) e beneficiará 1,5 milhão de pessoas.

O estímulo ao uso racional da água para evitar o desperdício também faz parte da estratégia. Nos últimos dez anos, as ações reduziram o consumo médio per capita na Grande SP em 14,3%. Outra ação é o combate às perdas. O investimento até o fim da década será de R$ 1,9 bilhão e inclui um financiamento inédito, assinado neste ano, de US$ 440 milhões com a agência de fomento do governo japonês, a Jica. O país é referência mundial no tema.


Ganho socioeconômico e ambiental

Ao fornecer água de qualidade, adequada aos fins industriais e a preços competitivos, o Aquapolo possibilita que o Polo Petroquímico, que completa 40 anos em 2012, aumente sua competitividade e amplie a vida útil de seus equipamentos. “O maior benefício é ambiental, mas para as empresas há também vantagens operacionais e econômicas”, diz Marcos Asseburg, diretor da Aquapolo Ambiental.

“Os objetivos e características do Aquapolo estão perfeitamente alinhados à estratégia de sustentabilidade da Braskem, que inclui a busca pela ecoeficiência na produção com o menor impacto ambiental possível”, afirma Jorge Soto, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem.


Tecnologia de ponta

A matéria-prima da água de reúso para fins industriais é o esgoto tratado. Esse efluente atende a todos os padrões das resoluções 357 e 430 do Conama, do Ministério do Meio Ambiente. Isto é, o efluente está enquadrado em todos os padrões de qualidade para lançamento nos corpos hídricos. Para o uso industrial, o efluente passa por um novo tratamento com tecnologia de ponta. Primeiro, ele é captado e bombeado para filtros de disco, onde ocorre filtração. Segue então para o TMBR – tanque com biorreator –, que permite o tratamento terciário a partir de membranas de ultrafiltração, retendo sólidos e até bactérias. A osmose reversa é o passo seguinte para baixar a salinidade da água e outros elementos, tornando o produto próprio para o uso industrial.


Reconhecimento internacional

Mesmo antes do início de suas operações, o Aquapolo já contava com o reconhecimento internacional. Em abril de 2011, o projeto foi o segundo colocado no Global WaterAwards, prêmio que destaca iniciativas inovadoras em abastecimento e saneamento. A seleção foi feita entre 40 trabalhos de todo o mundo, por executivos de empresas que atuam no segmento água de diversos países e representantes de entidades do setor. O projeto é também um dos três finalistas do Prêmio ANA 2012 na categoria Empresas, concedido pela Agência Nacional de Águas às iniciativas bem sucedidas em uso inteligente do recurso.


40 anos de Polo Petroquímico do ABC

O Polo Petroquímico do ABC foi inaugurado em 1972. Mas a história do primeiro polo petroquímico do país começou a ser escrita em 1954, quando o então Conselho Nacional de Petróleo abriu uma concorrência pública para a concessão de refinarias. Assim foi criada a Refinaria e Exploração de Petróleo União S.A., localizada em Capuava, no município de Mauá (SP). Em 1964, um dos seus principais acionistas propôs a instalação de uma central petroquímica em terrenos próximos à refinaria. Começava assim, em 1969, a construção da Petroquímica União (PQU), inaugurada em 1972, dando início às atividades do Polo Petroquímico do Grande ABC. O complexo emprega mais de 25 mil pessoas.


Sobre a Foz do Brasil

A Foz do Brasil, empresa de soluções ambientais da Organização Odebrecht, está presente em 18 Estados brasileiros, beneficiando mais de 8,3 milhões de pessoas. É responsável pela operação dos serviços em cidades que se tornaram referência no saneamento, como Limeira, no interior de São Paulo, além de obter concessões em diferentes Estados brasileiros, como Santa Catarina, Rio de janeiro, Tocantins e Rio Grande do Sul. A empresa também é parceira de diversas companhias estaduais de saneamento, como a Sabesp e a Copasa.  Mais informações sobre a Foz do Brasil em www.fozdobrasil.com.br.


Sobre a Sabesp

A Sabesp atende 27,6 milhões de pessoas em 363 municípios paulistas com água de qualidade, coleta e tratamento de esgoto. Está habilitada a atuar com drenagem e limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos e energia. O Governo do Estado é o acionista majoritário, com 50,3% do capital. As demais ações são negociadas no segmento Novo Mercado da BM&FBovespa (SBSP3) e na Bolsa de Valores de Nova York (SBS).

Entre as cidades atendidas está Santos, pelo segundo ano a campeã nacional do ranking do saneamento do Instituto Trata Brasil. São Paulo, onde vivem 11 milhões de pessoas, está entre as 20 melhores do mesmo ranking. A meta da Sabesp é que todas as cidades operadas sejam 300% até o final da década, ou seja, tenham o serviço universalizado.

O objetivo será atingido até 2014 no interior, até 2016 no litoral e até o fim da década na Região Metropolitana de São Paulo. Para isso, a empresa tem investido R$ 2 bilhões por ano. Hoje, 146 cidades já estão universalizadas. Mais informações no www.sabesp.com.br.
 

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