Releases

Entenda como a Sabesp reduziu o consumo de água e permitiu a recuperação das represas

  30/09/2015

A pior seca da história do Sistema Cantareira e a falta de chuvas que também afetou outros sistemas da Grande São Paulo fizeram com que a Sabesp adotasse uma série de medidas rápidas para garantir o abastecimento da população. Ao mesmo tempo, a companhia estruturou obras de médio e grande porte para ampliar a segurança hídrica da capital e da Região Metropolitana – ou seja, transformar o sistema de abastecimento para que ele atenda à população mesmo que esse cenário de probabilidade tão pequena volte a se repetir.

O trabalho para enfrentar a crise foi dividido em três tipos de medidas:

1) Redução da retirada de água das represas 

O objetivo foi usar cada vez menos água de todos os sistemas, reduzir o ritmo de queda dos níveis e, com o tempo, permitir que eles voltassem a subir. Para isso, a companhia implantou o bônus na conta para quem diminui o consumo, a sobretaxa para quem aumenta o gasto e as ações de controle de perdas, que incluem a redução de pressão e que já eram praticadas desde 1997, mas que foram intensificadas.

2) Novas entradas de água nas represas

Obras para novas captações foram essenciais para colocar mais água dentro das represas. O objetivo foi diminuir o ritmo de queda dos sistemas e, com o tempo, permitir que eles voltassem a subir. A Sabesp foi buscar novos rios e reservas de água em prazo recorde para fazer frente à crise.

3) Avanço de sistemas para socorrer o Cantareira

Outra ação para diminuir a retirada de água do Cantareira é fazer com que os moradores que eram atendidos por ele passassem a receber água de outros sistemas. Dessa forma, a Sabesp buscou tirar menos água do Cantareira e aproveitar o volume que estava armazenado em sistemas que tiveram mais chuvas. Foi necessário interligar grandes tubulações nas ruas e fazer com que os reservatórios regionais pudessem receber água de mais sistemas. É a partir desses reservatórios que a água chega às casas.

Abaixo seguem as principais obras realizadas desde o início da crise hídrica e as ações que serão entregues nos próximos anos.

Novas entradas de água nas represas

As duas reservas técnicas do Cantareira foram essenciais para garantir o abastecimento. Trata-se da utilização de água que já estava nas represas, mas que ficava abaixo do nível de captação. São 287,5 bilhões de litros que são bombeados até a estação de tratamento, antes de chegar à população. A primeira reserva técnica, composta pelo bombeamento em duas represas (Atibainha e Jaguari-Jacareí), entrou em operação em maio de 2014; a segunda reserva, instalada apenas na Jaguari-Jacareí, começou a funcionar em novembro de 2014.

Nova captação no rio Guaió, na região de Suzano, com a instalação de bombas e tubos para levar a água desse rio até a represa Taiaçupeba, no Sistema Alto Tietê. Tem o objetivo de bombear uma média de até 1.000 litros por segundo de água nova para a represa.

Aumento da captação no rio Guaratuba, na região de Biritiba-Mirim, com a instalação de bombas e tubos para levar a água desse rio até a represa Ponte Nova, no Sistema Alto Tietê. Elevou o volume de água que pode ser transferido de 500 para 1.000 litros por segundo.

Interligação Rio Grande-Alto Tietê, que está sendo entregue agora e que transferirá 4.000 litros por segundo da represa Rio Grande, no ABC, para a represa Taiaçupeba, em Suzano, no Sistema Alto Tietê.

Avanço de sistemas para socorrer o Cantareira

Implantação de membranas ultrafiltrantes nas estações de tratamento de água dos sistemas Guarapiranga e Rio Grande. Esses equipamentos de alta tecnologia aumentaram a capacidade de tratamento dos dois sistemas em 2.500 litros por segundo. Com mais água tratada, eles puderam chegar até bairros que antes eram atendidos pelo Cantareira.

Novas adutoras ligando sistemas, como Jabaquara-Sacomã, na zona sul de São Paulo; Bela Vista-Conceição, em Osasco; Haras-Vila Vitória, em Santo André; Jardim das Nações-Parque Real, em Diadema. Esses tubos permitiram que a água dos sistemas Rio Claro, Guarapiranga e Rio Grande chegasse a novos bairros, novamente substituindo o Cantareira.

Reabilitação e melhorias em adutoras existentes, como Vila Olímpia, ABV-França Pinto e ABV-Socorro, na zona sul da capital; e no aqueduto da Vila Ema, na zona leste paulistana. Essas obras aumentaram o volume de água transferido.

Melhorias elétricas e operacionais em grandes estações de bombeamento, que empurram a água a pontos mais distantes, como nas unidades de Cangaíba, Ermelino Matarazzo, Vila Guarani e Cidade Líder, na zona leste da capital; Vila Olímpia, Theodoro Ramos, França Pinto, ABV-Jabaquara e Cadiriri, na zona sul paulistana; Biritiba e Taiaçupeba, no Alto Tietê; e Rio Grande, no ABC.

Novas estações de bombeamento, como a Bela Vista, em Osasco.

O que está sendo feito

Novo Sistema Produtor São Lourenço, que está sendo construído por PPP e que vai trazer água nova para a Grande São Paulo. Serão 4.700 litros por segundo, captados da represa Cachoeira do França, na região de Ibiúna. Essa vazão é suficiente para abastecer cerca de 1,5 milhão de pessoas nas cidades de Barueri, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Santana de Parnaíba e Vargem Grande Paulista. A obra está prevista para ser entregue em outubro de 2017 e substituirá principalmente o Cantareira nesses municípios.

Interligação Atibainha-Jaguari, uma obra estruturante que vai beneficiar tanto a Grande São Paulo quanto o Vale do Paraíba. Trata-se da conexão entre duas represas de bacias diferentes: a Atibainha, que pertence ao Sistema Cantareira, e a Jaguari, que fica na cidade de Igaratá e pertence à bacia do rio Paraíba do Sul. A assinatura do contrato está prevista para o próximo dia 2 de outubro, com entrega da obra 18 meses depois, quando começará o bombeamento de uma média de 5.100 litros por segundo de água da Jaguari para a Atibainha. Essa medida vai elevar o nível do Sistema Cantareira. O investimento é de R$ 555 milhões e fará também o bombeamento no sentido contrário, para ajudar o Vale do Paraíba.

Nova captação no rio Itapanhaú, que permitirá transferir 2.500 litros por segundo desse rio para a represa Biritiba, que pertence ao Sistema Alto Tietê. O Itapanhaú nasce na cabeceira da Serra do Mar e parte da sua vazão será bombeada para aumentar o nível do Alto Tietê. Esta obra está em fase de projeto e de licenciamento.

Este conteúdo te ajudou?
0 0
Compartilhe Imprima



Imagens da Sabesp

Buscar em Releases


Por data: de:   dd/mm/aaaa

até:  dd/mm/aaaa

Sabesp na sua região

Digite o nome do município onde você mora e conheça o trabalho que a Sabesp faz nessa região.