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Reservatório - túnel construído em Santos completa 30 anos

 11/11/2011 às 15:00

Reservatório Morro Santa TerezaO maior reservatório para abastecimento do hemisfério sul em formato de túnel, que fornece água para Santos, São Vicente, parte de Guarujá e que pode atender Cubatão, completa 30 anos nesta quarta-feira (16). Cravado na rocha, no Morro de Santa Tereza/Voturuá, o reservatório-túnel é exemplo de um grande projeto de engenharia para melhoria do fornecimento de água. As obras foram iniciadas em 1979 e concluídas dois anos depois, garantindo o abastecimento até hoje.

O reservatório-túnel tem 1.100 metros de extensão, cerca de 14 metros de altura e 12 metros de largura. São duas câmaras, uma para reservar água para Santos e parte de Guarujá e outra para São Vicente. O principal motivo para sua construção foi o plano diretor de Santos, que previa o crescimento a uma taxa de 30% a cada década, que se somavam aos milhares de turistas que também frequentavam a cidade durante o verão. Diferentemente de outras regiões do Estado, não há uma represa para o abastecimento. As captações na Baixada Santista são feitas em mananciais de serra, seguido de tratamento e distribuição, com reservatórios somente de água tratada.

Durante as obras, cerca de 300 pessoas trabalharam diretamente no empreendimento, que ainda implantou cerca de 6 quilômetros de adutoras com diâmetros de até 1,5 metro. “Essa foi uma obra inédita na época, de grande complexidade, concluída dentro do prazo. Não tinha local na cidade para receber um reservatório dessas dimensões. Essa foi a grande sacada da obra. O morro permitiu uma construção desse porte”, explica um dos engenheiros responsáveis pela obra, Luís Alberto Savazoni, hoje aposentado da Sabesp.

Outra vantagem do ponto de vista técnico foi a altura em que a base do reservatório está em relação ao nível do mar - 42 metros. Essa posição permite que o abastecimento seja realizado apenas por gravidade, sem o emprego de bombas, o que reduz o custo para a distribuição de água.

Desde o final da década de 80, a população em Santos registrou pequeno crescimento, o que dispensou a construção de novos reservatórios desse porte. “Os primeiros estudos foram realizados pela SBS, que administrava o saneamento na região. Quando a Sabesp foi criada, ela retomou os estudos para o desenvolvimento do projeto e começou os investimentos para garantir o empreendimento”, explica o superintendente da Sabesp na Baixada Santista, João Cesar Queiroz Prado.

Os números do projeto são impressionantes. Graças a sua dimensão, o reservatório tem capacidade para reservar 110 milhões de litros de água, o equivalente a 44 piscinas olímpicas ou uma piscina de 2,2 quilômetros de comprimento por 25 metros de largura. O volume armazenado permite abastecer por um dia a cidade de Santos.

As salas de válvulas, localizadas nos extremos das câmaras, possuem dimensões ainda maiores, chegando a 20 metros de altura. Pela grandiosidade do sistema, para entrar em operação foram necessárias três semanas para desinfecção e limpeza do reservatório, garantindo a qualidade da água distribuída.

O reservatório-túnel foi executado simultaneamente do lado de Santos e São Vicente para que se encontrassem no meio. O lado de Santos teve início por meio de uma pedreira desativada e exigiu mais cuidado por estar em uma região extremamente habitada. Pelo outro lado, a escavação do pé-direito exigiu o escoramento da abóbada para garantir a segurança e a qualidade da operação. Os estudos geológicos do projeto identificaram uma rocha de excelente qualidade, que permitiu a utilização da própria estrutura do local. Para esse trabalho, foram realizados equipamentos de primeira linha com perfuratriz, escavadeiras e dinamite.

O engenheiro Elídio Alves de Souza, há 35 anos na Sabesp e que participou da obra, destaca uma das comparações feitas durante a execução do reservatório. “Lembro que falavam, de forma comparativa, que o reservatório na época permitiria abastecer cada brasileiro com um litro de água. Isso mostra o tamanho daquele empreendimento, que ainda hoje tem uma função primordial para a região.”

Ele destaca ainda as visitas frequentes da comunidade para conhecer o local. “Chegamos a ter mais de 450 pessoas em um único dia. Foi um período de muito aprendizado e de muita satisfação profissional e pessoal, porque a obra teve um benefício direto para a população, impactando na melhoria da qualidade de vida da região”, diz Souza.

Hoje, atuando na manutenção do reservatório, o técnico da Sabesp João de Moraes Chaves Filho ressalta a emoção de trabalhar no equipamento. “Conheci o reservatório na construção, com as visitas feitas com funcionários e moradores da região. Depois vim trabalhar na unidade. Até hoje me impressiono quando entro lá para fazer manutenção devido às dimensões do local. É espetacular.”

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