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Entupimentos em tubulações de esgoto crescem 26 % durante período de chuva

 30/01/2017 às 15:00

Entupimento de esgotos

Durante o período chuvoso, que ocorre de outubro a março de cada ano no sudeste brasileiro, os trabalhos da Sabesp para manutenção das redes de esgoto aumentam em média 26%, principalmente na Região Metropolitana de São Paulo, Bragança Paulista e Baixada Santista. 

Para se ter uma ideia, no ano de 2016, a companhia realizou 164.723 desentupimentos de tubulações nos municípios que atende. As obstruções nas tubulações de esgoto ocorrem, especialmente, pela conexão irregular de ralos e calhas à essas redes coletoras, que acabam sobrecarregadas por serem dimensionadas para receber apenas efluentes. Como consequência, o esgoto retorna para as residências ou, até mesmo, transborda pelos poços de visitas, que ficam nas ruas.

O correto, assim como determina o Decreto Estadual n° 5.916/75, é que os imóveis tenham duas ligações: uma para a água de chuva, que segue para a galeria pluvial; e outra para o esgoto.

Lixo e óleo de cozinha

Outros fatores que causam o problema é o descarte irregular de lixo e óleo de cozinha. No ano de 2016, foram retiradas 14.303 toneladas de resíduos dos sistemas de esgoto da Sabesp, consequência do descarte de materiais nos ralos, nas pias e vasos sanitários, como comida, bitucas de cigarro, fio dental, absorventes, preservativos, fraldas e pedaços de pano.

"Em 28 anos de Sabesp, atuando sempre diretamente na coleta e tratamento de esgotos, já me deparei com peças de roupas que chegam inteiras a estações de bombeamento e de tratamento, além de bolas de futebol e preservativos", contou Valdemir Felix, agente de saneamento ambiental na Sabesp.

O óleo de fritura, por sua vez, causa o chamado “infarto” na tubulação. Quando o produto é jogado no ralo da pia, ele é encaminhado para a tubulação de esgoto formando uma crosta que, junto com outros materiais que também não deveriam estar ali, entopem a rede. "Na rede coletora, a gordura funciona da mesma forma que em nossas veias. Chega uma hora que a artéria entope e precisa ser desobstruída", explicou Antônio Carlos Barbella, técnico de serviços comerciais na Sabesp.

O correto é armazenar o óleo usado em garrafas plásticas e levar até pontos de coleta. Para hospitais, hotéis e restaurantes a regra é diferente. De acordo com o Decreto Estadual 12342/78, artigo 15, esses locais são obrigados a utilizar a caixa retentora de gordura.

Como você viu, o assunto é mesmo sério e a colaboração de todos é fundamental. Então vamos lá! Faça a sua parte para não ser pego de surpresa. Afinal, água de chuva, esgoto e lixo têm destinos certos.

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