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Governador inaugura obra que amplia segurança hídrica e beneficia 39 milhões de pessoas

 05/03/2018 às 10:00

Interligação Jaguari - Atibainha

O governador Geraldo Alckmin inaugurou no sábado (3/3) a obra da Sabesp que aumenta a disponibilidade de água para 39 milhões de pessoas nos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. Com um investimento de R$ 555 milhões, financiado pelo BNDES, a interligação Jaguari-Atibainha conecta duas bacias hidrográficas distintas, permitindo transferir água de uma região para a outra conforme a necessidade. Beneficia a cidade de São Paulo, a Grande SP, a Região Metropolitana de Campinas, o Vale do Paraíba e o Estado do Rio de Janeiro, incluindo a capital fluminense.

A obra começou neste sábado a bombear água, em operação assistida, em direção à represa Atibainha, que faz parte do Sistema Cantareira. Será possível transferir até 162 bilhões de litros de água por ano para o Cantareira – volume equivalente a uma represa Guarapiranga cheia. Dessa forma, haverá mais água disponível para o abastecimento da capital e da Grande São Paulo. Além disso, a Região Metropolitana de Campinas será beneficiada com a maior segurança hídrica no Cantareira, já que essas cidades captam a água que é liberada da represa para o rio Atibainha, que avança pela região.

Interligação Jaguari - AtibainhaNo sentido que começa a operar agora, a água bruta captada da represa Jaguari, em Igaratá (Vale do Paraíba), percorre um corredor de quase 20 km de adutoras e túnel até chegar à represa Atibainha, em Nazaré Paulista. Seis bombas vão empurrar a água morro acima, fazendo com que ela possa superar a montanha que separa as duas represas. Serão até 5.130 litros de água por segundo para o Cantareira. Essa vazão passará pela estação de tratamento e será suficiente para abastecer 1,5 milhão de pessoas.

O sentido inverso está em fase final de construção. Aproveitando o mesmo túnel e a mesma adutora, a água da represa Atibainha poderá também ser bombeada até a represa Jaguari, que pertence à bacia do Paraíba do Sul. Dessa forma, aumentará a segurança hídrica de todas as cidades que captam água dessa bacia. Isso inclui o Vale do Paraíba e a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Serão até 12.200 litros de água por segundo nesse sentido.

A interligação Jaguari-Atibainha é uma obra de integração, que beneficia os dois maiores Estados do Brasil e a geração de empregos em cidades tanto de São Paulo quanto do Rio. Fez parte da autorização para a construção um acordo histórico mediado por Luiz Fux, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em dezembro de 2015. No acordo, os governos de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais acertaram as regras de uso da água da bacia do Paraíba do Sul, já que ela abrange rios que cortam os três Estados. Uma das medidas adotadas para garantir a oferta de água à população foi construir a interligação.

A nova interligação empregou 5,3 mil funcionários diretos e indiretos. A escavação do túnel foi uma das partes mais complexas de todo o trabalho. São mais de 6 km de extensão, cinco metros de altura e quatro metros de largura, totalizando uma seção de 20 metros quadrados. Foram mais de 160 profissionais, entre engenheiros, geólogos, marteleiros, encarregados de frente, motoristas, eletricistas e técnicos de meio ambiente divididos em três turnos de trabalho. Além do túnel, a estrutura conta com mais 13,2 km de adutora subterrânea e seis bombas que consomem energia elétrica que seria suficiente para atender aproximadamente 120 mil pessoas. 

A obra faz parte de um conjunto de obras estruturantes da Sabesp para garantir o abastecimento à população, ao lado do novo Sistema Produtor São Lourenço – que está em fase final de construção e já com testes iniciais – e da captação do rio Itapanhaú, cujo contrato de instalação já foi assinado.

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