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“Do lixo ao luxo”: Programa Nossa Guarapiranga muda cenário de uma das principais represas

 07/06/2018 às 12:00

Represa Guarapiranga

Imagine cerca de 74,3 milhões de garrafas de refrigerante de dois litros dentro de uma represa. Esse é o volume de resíduos que a Sabesp, em parceria com a Prefeitura de São Paulo, já coletou por meio do Programa Nossa Guarapiranga, que tem como objetivo proteger e limpar o manancial.

Desde que foi lançado, em 7 de junho de 2011, a companhia já investiu mais de R$ 19 milhões e retirou 146,8 milhões de litros de resíduos, contribuindo com o cenário e qualidade dessa represa urbana que tem usos múltiplos e existe há 109 anos. Além de ser usado para abastecimento público, o manancial gera energia e é muito procurado para lazer e práticas esportivas, como a vela. 

O “Nossa Guarapiranga” compreende a instalação e manutenção de mais de mil metros de ecobarreiras (estruturas flutuantes com telas metálicas) na foz dos principais córregos que desaguam no Guarapiranga para evitar que o lixo urbano seja arrastado por esses cursos d’água e chegue à represa. Outra medida foi proteger o local onde acontece a captação da água que é encaminhada para tratamento na Estação de Tratamento de Água (ETA) Rodolfo José da Costa e Silva, também conhecida como ABV. Para evitar entupimentos nas grades de captação do sistema de bombeamento, foram instalados 160 metros de tubos de polietileno (PEAD) com “saias” metálicas, criando uma barreira de contenção.

"Quando a captação entope, a sujeira precisa ser retirada manualmente das grades de captação do sistema de bombeamento que fica a 12 metros de profundidade da superfície. Neste caso, temos a necessidade de contratar mergulhadores para execução do serviço. O trabalho dura cerca de quatro horas e pode causar, por exemplo, falta d'água na casa de alguns moradores", explica Alexandre dos Santos Bueno, encarregado na Divisão de Recursos Hídricos Metropolitanos Sudoeste, da Sabesp.

Mas de nada adianta barrar os resíduos se eles não forem retirados do local. Por isso, uma das frentes da Sabesp dentro do programa diz respeito à coleta de lixo e à manutenção das ecobarreiras. Este serviço é realizado por embarcações específicas com capacidade de transportar até 40 mil litros de resíduos, auxiliados pelos 2 barcos “transformers”, que foram desenvolvidos pela companhia em parceria com a Fundação de Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf), da Unesp. Uma das embarcações possui um braço metálico capaz de retirar resíduos a até seis metros de profundidade.

Para ter ideia do investimento, esforço e tecnologia empreendidos, já foi possível montar uma casa inteira só com o lixo coletado, incluindo cadeiras, sofás, computadores, televisão, fogão, entre outras coisas pitorescas que foram recolhidas e que não deveriam estar na represa. Vale lembrar também, que entre os resíduos recolhidos estão os plásticos, famosos por acumular água parada e atrair vetores transmissores de doenças.

Todos os resíduos coletados pela Sabesp são depositados em uma área para a retirada do material pela Prefeitura até os aterros sanitários.

Outro ponto importante, destacado por Mara Ramos, gerente da Sabesp no Departamento de Recursos Hídricos Metropolitano, é a necessidade de um trabalho conjunto para manutenção da represa limpa. "Um programa abrangente como esse é bem-sucedido quando conta com a participação de todos os usuários e responsáveis pelo manancial. Os educadores têm papel fundamental, pois plantam sementes e conhecimento para garantirmos qualidade de vida e um  meio ambiente preservado para as futuras gerações.”

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