Notícias

Rede do bem salva animais

 29/06/2018 às 15:47

“Eles são como nossos irmãos menores e indefesos. Como irmão mais velho, nós devemos cuidar deles, protegê-los.” Ernani Roic é analista de gestão da Sabesp e desde que perdeu seu melhor amigo, um cão da raça boxer, realiza campanhas para ajudar outros animais. Como uma verdadeira “Rede do Bem”, ele e outros funcionários da Sabesp dão uma lição de vida sobre como ajudar o próximo sem esperar nada em troca.

A história de Roic começa em 2011, quando descobriu que seu cão, Tyson, estava com um tumor na perna traseira. Na dúvida entre permitir a amputação da perna de Tyson, ele foi buscar em uma casa que cuida de animais a resposta. “Fui orientado a permitir a cirurgia. Ele viveu mais dois anos e depois que partiu senti a necessidade de fazer algo por ele. Por todo seu esforço e por tudo que me ensinou.”

Com a morte do amigo, em 2013, Ernani  decidiu realizar campanhas para arrecadar rações e doá-las para animais abandonados. “Decidi que realizaria essa ação todo mês de outubro, mês de São Francisco de Assis, o padroeiro e protetor dos animais.”

A campanha iniciada em 2013 não parou mais e tomou outras proporções, mobilizando outros funcionários da Sabesp e até mesmo auxiliando outras pessoas que já realizam um trabalho parecido. “A coisa foi crescendo e formamos um rede de contatos dentro e fora da empresa e um grupo na rede social onde o forte, hoje, é a arrecadação de dinheiro para comprar rações ou auxiliar a Lúcia, uma funcionária da Sabesp que resgata a maioria dos animais encontrados.”

Resgates de Lúcia


Lúcia Fragoso e um dos animais que ajudou

Bióloga e funcionária da Sabesp há 20 anos, Lúcia Maria de Campos Fragoso trabalha na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de São Miguel Paulista. Como toda grande protetora de animais, ela não esconde seu amor por essas criaturas. “Algumas pessoas nem os enxergam, outras não se importam, e bem poucas, como no meu caso, preocupam-se com os animais. Minha preocupação é não deixá-los sofrer." 

O amor por animais acompanha Lúcia desde a infância. Ela conta que sempre gostou de ajudá-los e que não consegue deixar nenhum deles sem comida ou água. “Eu sempre tenho ração e uma vasilha para encher de água no carro. Se eu vejo algum cão passando fome na rua, eu paro e ajudo."

Os resgates de Lúcia já ultrapassam a marca dos 30. Somente na estação de esgotos ela já ajudou tartaruga, coelho, gatos e inúmeros cães. O seu primeiro resgate, no entanto, jamais será esquecido. Ela salvou uma cadela da raça Fila Brasileira – Paty -  que havia sido jogada por cima do muro dentro da estação de esgoto. “Ela estava com fome e muito assustada. Cuidei dela e fui atrás de um lar.”

No desespero de encontrar um local seguro para deixar a Paty, Lúcia procurou uma ONG que já cuidava de animais abandonados. “Eu conversei com o dono da instituição e ele disse que tinha espaço, mas não canil. Eu arrecadei R$ 3 mil em dois dias para construir o Canil e deixar a fila lá até encontrar um dono.”

Após a cadela ser colocada no canil ela ficou em depressão e não queria se alimentar. Ela só se adaptou em ficar longe de Lúcia dois meses após ser adotada. "Mantenho contato com a adotante dela até hoje, apesar da Paty ter morrido em fevereiro de 2017", conta a bióloga.

Atualmente, Lúcia tem um gasto de R$ 700 por mês com três cães que resgatou e colocou em abrigos temporários. “Quando não consigo o dinheiro para algum animal que vou socorrer, peço ajuda para amigos, entre eles o Ernani Roic. Ele aciona as redes e eu tenho apoio para continuar com minhas ações.”

Agora, Lúcia, está fazendo uma campanha de arrecadação de tampas plásticas. Elas serão vendidas para reciclagem e os recursos arrecadados serão utilizados na castração de cães e gatos abandonados.

Este conteúdo te ajudou?
25 2
Compartilhe Imprima

Buscar em Noticias


Por data: de:   dd/mm/aaaa

até:  dd/mm/aaaa

Sabesp na sua região

Digite o nome do município onde você mora e conheça o trabalho que a Sabesp faz nessa região.