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Projeto Tietê e avanços na coleta e tratamento dos esgotos

 13/11/2018 às 10:00

Em duas décadas, a mancha do rio Tietê recuou quase 77%, o equivalente a 400 quilômetros de distância. No início das ações do Projeto Tietê, a poluição avançava em 530 quilômetros no rio, no trajeto de Mogi das Cruzes (na Grande São Paulo) até Barra Bonita, no interior. Em 2018, a distância registrada foi de 122 quilômetros de extensão, de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, a Cabreúva, no interior, segundo monitoramento da ONG SOS Mata Atlântica. 

Os resultados estão relacionados ao trabalho destinado ao Projeto Tietê desenvolvido pela Sabesp para ampliar a coleta e o tratamento dos esgotos na Região Metropolitana de São Paulo. Para ter uma ideia dos benefícios, foram instalados 4.400 quilômetros de tubulações para a coleta e tratamento dos esgotos, o que daria uma viagem de São Paulo a Bogotá, na Colômbia. O volume de esgotos tratados saltou de 4 mil litros por segundo para 18,3 mil litros por segundo, equivalente a uma população de um país como a Suécia, com 10 milhões de pessoas. Todo esse trabalho permitiu avanços nos índices de esgoto: o de coleta passou de 70% para 87% e o de tratamento saiu de 24% para 70%.

Da serra para o Interior 

O trabalho executado pela Sabesp vai além do rio Tietê, uma vez que os benefícios se estendem a córregos e outros cursos d’ água importantes como o Rio Pinheiros, Tamanduateí, entre outros. Os avanços também são visíveis no Interior do Estado, onde mais de 100 estações de tratamento de esgoto possibilitaram a despoluição de cursos d’água, entre eles afluentes do Tietê, como os rios Jundiaí e Sorocaba, que voltaram a ter peixes em suas águas. 

O Sorocaba, que corta a cidade de Laranjal Paulista, foi um dos principais beneficiados pelas ações da Sabesp na região. A entrega de obras de tratamento de esgoto da companhia contribuiu para que ele e os demais rios na Bacia do Médio Tietê lançassem 120 mil litros por segundo de água limpa no principal rio paulista, o Tietê.

Também no município de São Roque, a 70 quilômetros de São Paulo, as ações da empresa para ampliar o tratamento de esgotos são notáveis, proporcionando áreas de lazer com navegação e turismo, além de beneficiar a agroindústria. Em seis anos, a Sabesp inaugurou 15 estações de tratamento de esgoto, revitalizou mais 11 e oito novas estações estão em andamento na região do Médio Tietê.

O Rio Jundiaí passou por grande revitalização, que teve como marco inicial a inauguração da estação de tratamento Nica Preta, em Itupeva, no ano de 2012. Em 2013 foi a vez da estação Várzea Paulista e três anos depois todo o trecho do rio que antes era enquadrado como classe 4 foi reclassificado para 3, o que possibilitou à Sabesp inaugurar uma nova captação de água no município.

No subterrâneo da cidade

Visita ao Interceptor Tietê 7Quem passa pela Marginal Tietê, pertinho da Ponte da Casa Verde, mal pode imaginar que há um trabalho intenso no subterrâneo para a construção de uma tubulação de grande porte e que levará os esgotos de 740 mil pessoas até a estação de tratamento de esgotos Barueri.

O empreendimento mostra a grandiosidade do trabalho para construir 7,5 quilômetros de tubos a cerca de 17 metros de profundidade, trabalho minucioso que exige tecnologia para perfuração, integração e cuidados com o que é encontrado ao longo do percurso de tais obras. Muitas vezes são identificadas peças antigas, com a presença, inclusive de arqueólogos para identificar materiais e objetos que possam ser localizados, registrados e estudados.

A exposição “Subterrâneos do Tietê” alia curiosidade, conscientização e todo o esforço para as etapas do Projeto Tietê, um dos maiores programas de saneamento ambiental do país e quem tiver interesse pode agendar uma visita pelo  subterraneos@consorcioiti7.com.br

 
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