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Sabesp investe R$ 1,5 bilhão para sanear e despoluir bacia do Pinheiros

 16/08/2019 às 00:00

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Sabesp lançou em 16 de agosto um pacote de obras de aproximadamente R$ 1,5 bilhão com o objetivo de devolver o rio Pinheiros limpo para a população até 2022. O Novo Rio Pinheiros, que é uma das prioridades do Governo do Estado de São Paulo, prevê intervenções nas áreas de todas as sub-bacias dos grandes afluentes do Pinheiros, onde vivem cerca de 3,3 milhões de pessoas, incluindo ainda ações socioambientais para engajar a população na recuperação dos cursos-d’água da região. 

As ações serão contratadas com base em performance, uma forma moderna de contratação de serviços que define indicadores e metas a serem atingidas pelas empresas, com a remuneração variando de acordo com o atingimento destes objetivos propostos pela Sabesp. Ou seja, não haverá remuneração apenas pelas obras físicas, mas também uma variável pelo resultado final obtido. Para avaliar a performance, serão consideradas metas como o total de novos imóveis conectados à rede e a qualidade da água do córrego.

Para isso foi feito um completo mapeamento de toda a área com a localização das ligações de esgoto que precisam ser feitas. O mapeamento identificou cerca de 500 mil imóveis que deverão ter seu esgoto encaminhado à estação de tratamento, sendo que 73 mil destes precisam ser conectados às redes de coleta. Foram lançados 14 editais nas últimas semanas para a contratação das empresas interessadas na realização dessas obras.

Áreas informais

Outra novidade no Novo Rio Pinheiros é a adoção de inovações em áreas de urbanização informal, onde o esgoto acaba lançado nos córregos porque a ocupação não deixou espaço para a instalação da infraestrutura de coleta dos esgotos. Nesses locais, a Sabesp estuda, entre outras possibilidades, implantar estações especiais que vão tratar o próprio curso-d’água que recebe o esgoto. O edital para a contratação dessas soluções diretamente nos córregos está previsto para ser lançado em setembro.

A proposta de trabalho também inclui ações socioambientais para engajar a população na recuperação dos cursos-d’água. Serão realizadas palestras com temas ligados à ecologia e mostras sobre o andamento e o legado das obras.

Entre as áreas que receberão investimentos maciços estão as bacias do Pirajuçara, Jaguaré, Cachoeira, Guido Caloi, Cordeiro e Água Espraiada, entre outras. Além de contribuir para a melhoria do rio, o Novo Rio Pinheiros vai beneficiar diretamente 3,3 milhões de pessoas que moram nas imediações (o equivalente à metade da população da cidade do Rio de Janeiro), com melhoria da qualidade de vida e do meio ambiente, e será um incentivo à economia paulista, com a criação de empregos e renda. Só nas obras da Sabesp do Novo Rio Pinheiros serão criados cerca de 3.700 empregos diretos e indiretos.

Engajamento

O Novo Rio Pinheiros é uma ação realizada pela Sabesp e outros órgãos estaduais coordenados pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente. A despoluição requer também a participação efetiva da população, seja para se conectar à rede de esgoto já existente, seja para descartar adequadamente o lixo. Jogado na rua, o lixo vai parar nas galerias de drenagem da água da chuva e nos córregos, contribuindo para a poluição.

O Novo Pinheiros atua em conjunto com outros programas da Sabesp e do Governo de São Paulo para despoluir o rio e devolvê-lo limpo à população. Um deles é o programa Córrego Limpo, iniciado em 2007 em parceria com a Prefeitura de São Paulo para melhorar a qualidade da água dos mananciais, rios e córregos da capital. Através dele, já receberam intervenções 152 córregos. Além do meio ambiente, os benefícios chegam às pessoas que moram próximas dos cursos-d’água por meio de adequações no sistema de esgotamento sanitário, limpeza, manutenção e educação ambiental.

O Projeto Tietê, que também engloba o Pinheiros, foi iniciado em 1992 para a criação de infraestrutura para coleta, transporte e tratamento de esgotos. Desde o seu início, a mancha de poluição do rio Tietê diminuiu de 530 km para 122 km, uma redução de 77%. Os dados são auditados pela SOS Mata Atlântica. Com investimento de US$ 3 bilhões no projeto, mais de 10 milhões de paulistas passaram a ter coleta e tratamento de esgoto com estas obras, com a coleta passando de 70% para 87%, e o tratamento, de 24% para 70%. 

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