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Água: da Quantidade à Qualidade

 26/03/2019 às 12:00

O encontro de líderes no Fórum Econômico Mundial em Davos, em janeiro deste ano, confirmou as crises hídricas como um dos cinco maiores riscos globais da atualidade. Uma posição mantida neste ranking nos últimos oito anos. Para os paulistas essa questão não é novidade desde 2014, como aconteceu também para brasilienses e mineiros em 2018. Sem falar no problema crônico do semiárido nordestino.

Embora as estatísticas mostrem que a quantidade de água doce disponível no mundo é muito pequena, sabemos que ela é suficiente. A grande dificuldade está em levá-la até as pessoas e aproveitá-la de forma correta. O crescimento acelerado das grandes metrópoles, as correntes migratórias e as variações abruptas do clima são fatores que exigem planejamento e grandes investimentos de infraestrutura para garantir que a água chegue àqueles que precisam e deixe de ser um flagelo para quem tem a casa invadida por enchentes.

A Grande São Paulo, uma enorme ilha de calor localizada em uma área com disponibilidade hídrica pequena em relação à sua população, é um exemplo desse desequilíbrio. As chuvas fortes e concentradas causam prejuízos e, infelizmente, até mortes. Enquanto isso, o Cantareira se recupera de forma lenta e gradual da seca do ano passado.

Desde 2014, realizamos grandes obras de segurança hídrica que nos garantem a quantidade necessária de água para a metrópole viver e crescer no seu ritmo alucinante. A prova disso é que passamos pela seca severa de 2018 sem sobressaltos ou sacrifícios. Mas estamos engajados agora numa nova etapa, que é a da qualidade, ou seja, garantir não apenas a água suficiente, mas a água com oferta constante, segura e nos mais rigorosos padrões para todos, incluindo as populações mais carentes, que vivem em áreas irregulares ou distantes dos núcleos maiores. 

Água de qualidade começa no cuidado aos corpos d’água e por isso aceleramos os projetos Tietê e Córrego Limpo, além de nos juntarmos à EMAE, DAEE e CETESB no programa da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente que será lançado para recuperar o Pinheiros. É um dos pontos que o governador João Doria considera de fundamental importância para o bem estar dos paulistanos.

No entanto, nada pode ser feito se não houver o apoio de todos, passando pelas prefeituras, empresas, ONGs, entidades da sociedade civil e, o mais importante, de cada cidadão. 

Mostramos que temos a capacidade e a inteligência para gerar a oferta de água em quantidade. Agora estamos dando o próximo passo. A Sabesp é tão grande quanto os desafios que têm pela frente, em um estado que não para de crescer e que, de locomotiva, do Brasil, almeja, nessa nova fase, tornar-se um player significativo no cenário mundial.

Benedito Braga é Presidente da Sabesp, Presidente Honorário do Conselho Mundial da Água, professor aposentado de Engenharia Civil e Ambiental na Escola Politécnica da USP e foi secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo (2015-18)

 

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