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Poços artesianos

Desde os primórdios da civilização, as águas subterrâneas são utilizadas pelo homem, através de poços rasos escavados. O pioneirismo foi atribuído aos chineses que, em 5 mil anos antes de Cristo, já perfuravam poços com centenas de metros de profundidade.
 
Porém, o termo "poço artesiano" só surgiu no ano 1126, quando foi perfurado na cidade de Artois, França, o primeiro sistema de captação de água desta natureza.
 
“Quando a própria pressão natural da água é capaz de levá-la até a superfície, existe um poço artesiano. Já o semi- artesiano, necessita de aparelhos para captação da água.”
 
Existe também o poço caipira, que obtém água dos lençóis freáticos - rios subterrâneos originados em profundidades pequenas. Devido ao fato de serem rasos, os poços caipiras estão mais sujeitos a contaminações por água de chuva e até mesmo por infiltrações de esgoto.
 
Nos últimos 25 anos foram perfurados mais de 12 milhões de poços no mundo. No Brasil observou-se, nas últimas décadas, um aumento considerável da utilização de água subterrânea para o abastecimento público. Convém destacar que grande parte das cidades brasileiras com população inferior a 5.000 habitantes, com exceção do semi-árido nordestino e das regiões formadas por rochas cristalinas, possui condições de recepção de água proveniente de reservas subterrâneas.
 
A crescente utilização das reservas hídricas subterrâneas se deve ao fato de que, geralmente, elas apresentam água de excelente qualidade e um custo menor de captação, adução e tratamento.
 
O Estado de São Paulo é atualmente o maior usuário das reservas subterrâneas do país. Cerca de 65% da zona urbana e aproximadamente 90% das indústrias paulistas são abastecidas, de forma parcial ou total, por poços artesianos.
 
Em São Paulo, a licença para perfuração e utilização de um poço é concedida pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), que estabelece as normas que regem o projeto de construção de poços tubulares profundos e controlam sua utilização.
 
A Sabesp é responsável pelo tratamento da água de poços, principalmente no Interior do Estado de São Paulo. Ela é tratada e controlada rigorosamente, atendendo as condições de potabilidade exigidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
A Sabesp não recomenda a utilização de fontes alternativas, pelos riscos que o produto pode implicar à saúde, caso não exista tratamento e controle adequados.
 
Curiosidades
 

marcador 1/5 de toda água doce do planeta Terra encontra-se no Brasil. Em apenas um dos reservatórios subterrâneos encontrados na região Nordeste do país, é possível encontrar 18.000 km³ de água para o abastecimento humano. Isso seria suficiente para abastecer a população brasileira atual por, no mínimo, 60 anos.
 
marcador O Brasil possui uma reserva subterrânea com mais de 111.000 km³ de água.
 
marcador O litro de água retirada de um poço custa 15 vezes menos do que o litro de água retirada de fontes superficiais, como os rios, por exemplo.
 
marcador O abastecimento em alguns países, como Arábia Saudita, Malta e Dinamarca, é totalmente feito com águas subterrâneas.
 
marcador No Estado de São Paulo, cerca de 65% das cidades são abastecidas com águas subterrâneas.  
 
marcador Considerando apenas a região metropolitana de São Paulo, por volta de 3 milhões de habitantes recebem água proveniente de poços profundos. 
 
marcador De acordo com dados da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), sob oito estados brasileiros e três países vizinhos - Uruguai, Paraguai e Argentina - encontra-se a maior reserva de água pura do planeta. Atualmente denominado "Guarani", este aqüífero encontra-se a uma distância de até 200 metros da superfície na região de Araraquara e Ribeirão Preto. Ele possui água suficiente para abastecer a população mundial por mais de 300 anos.

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