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Redução de Perdas

As perdas estão diretamente ligadas às condições da infraestrutura instalada e à eficiência operacional e comercial na gestão dessa infraestrutura .

Basicamente, as perdas nos sistemas de abastecimento correspondem à diferença entre o volume total de água produzido nas estações de tratamento e a soma dos volumes entregues a todos os clientes, que são medidos através da leitura mensal dos hidrômetros instalados nos imóveis dos clientes. Essas perdas de água são divididas em duas parcelas: as perdas físicas ou reais, e as perdas não físicas ou aparentes.

As perdas físicas ou reais correspondem aos volumes de água que não são consumidos, por serem perdidos através de vazamentos em seu percurso, desde as estações de tratamento de água até os pontos de entrega nos imóveis dos clientes. Esses vazamentos ocorrem, principalmente, devido ao envelhecimento das tubulações e às pressões no sistema de distribuição.

Já as perdas não físicas ou aparentes correspondem aos volumes de água que são consumidos, mas não são contabilizados pela empresa, principalmente devido a fraudes (os chamados “gatos”), irregularidades e à submedição dos hidrômetros. Portanto, a perda não física representa, basicamente, perda de faturamento da empresa, não devendo ser confundida com a parcela de perda física, esta sim correspondente ao tão precioso recurso hídrico não consumido.

Desde o início do Programa de Redução de Perdas, em 2009, os indicadores de perdas apresentam tendência de queda  em virtude da gestão da pressão nos sistemas de fornecimento, uma prática operacional desenvolvida para administrar a escassez de água durante a crise hídrica, por meio da redução de seu impacto sobre o fornecimento de água disponível à população.

Há anos a Sabesp investe em ações para combate às perdas. Preocupada e consciente de sua responsabilidade com relação à situação de escassez dos recursos hídricos e com foco na busca de maior eficiência operacional, a Sabesp decidiu intensificar os esforços na redução das perdas.
A etapa inicial, de 2009 a 2012, teve financiamentno do BNDES, e aplicação de R$ 1,2 bilhão.

Já a etapa atual do Programa, correspondente ao período de 2013 a 2019, serão investidos  6,3 bilhões, com financiamento de parte dos recursos pelo governo japonês, por meio de sua Agência de Cooperação Internacional JICA – Japan International Cooperation Agency. De 2013 a 2016 já foram investidos R$ 2,1 bilhões em ações de combate a perdas.

Entre 2011 e 2016, a Sabesp aumentou em quase 50% o total dos investimentos em perdas na Região Metropolitana de São Paulo e região Bragantina. É importante acrescentar que o total do investimento da Sabesp compreende não só os investimentos em perdas físicas e reais, mas também valores aplicados em ações como instalação, adequação e calibração de macromedidores, treinamentos e outras ações: 

Investimentos

 

Período 2011 2012 2013 2014 2015 2016
R$ milhões  366 381 475 534 501 505

 

 

 Principais ações


marcador Pesquisa de vazamentos

marcador Reparos de vazamentos

marcador Substituição de hidrômetros

marcador Combate a irregularidades (caça-fraude)

marcador Substituição de ramais

marcadorReparo de ramais

marcador Substituição de redes

marcador Reparo de redes

Como se observa na tabela abaixo, na Região metropolitana de São Paulo e na região Bragantina, houve uma redução de 13,9% do volume de perda real de 2016 em relação a 2013 ( período anterior à crise ) e 14,4% do volume de perda aparente no mesmo período

Tabela 1. Região Metropolitana de São Paulo

 

2011

2012

2013

2014

2015

2016

Volume Perda Real (Físicas) (l)

Bilhões de litros

413,8

443,0

443,7

376,6

281,4

382,1

Volume Perda Aparente (Comerciais) (l) Bilhões de litros

212,4

228,0

226,6

192,2

146,4

194,0

 

Tabela 2. Região Bragantina

 

 

2011

2012

2013

2014

2015

2016

Volume Perda Real (Físicas) (l)

Bilhões de litros

2.624,1

2.827,1

3.050,5

3.165,5

2.869,1

2.984,0

Volume Perda Aparente (Comerciais) (l)

Bilhões de litros

1.143,3

1.238,6

1.307,3

1.356,6

1.252,2

1.266,6

 

Em relação às informações apresentadas acima, esclarecemos que:

1.   Foi considerada como Região Metropolitana de São Paulo a área que abrange os 39 municípios relacionados a seguir: Arujá, Barueri, Biritiba-Mirim, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embú das Artes, Embu-Guaçú, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Franco da Rocha, Guararema, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Juquitiba, Mairiporã, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Poá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Santa Isabel, Santana de Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Lourenço da Serra, São Paulo, Suzano, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.

2.   Foi considerada como Região Bragantina a área que abrange os seguintes municípios: Bragança Paulista, Joanópolis, Nazaré Paulista, Pedra Bela, Pinhalzinho, Piracaia, Socorro e Vargem.

3.     O volume de perda real e perda aparente dos municípios Guarulhos, Mauá, Santo André e São Caetano do Sul, embora pertencentes à RMSP, não foram contabilizados, pois não são operados pela Sabesp. Para esses municípios, a Sabesp apenas fornece água por atacado. 

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Agência de Notícias

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