Projeto Tietê

A Sabesp vem executando, desde 1992, o Projeto Tietê, um dos maiores programas de saneamento do Brasil , que tem como objetivo contribuir para a revitalização progressiva do rio Tietê e seus afluentes, na Bacia do Alto Tietê, por meio da ampliação e otimização do sistema de coleta, transporte e tratamento de esgotos na Região Metropolitana de São Paulo.

Desde o seu início até hoje, foram investidos cerca de US$ 2,8 bilhões, o que resultou em importantes avanços na ampliação da infraestrutura sanitária da Grande São Paulo.

Esses investimentos propiciaram a execução de aproximadamente 4.400 km de coletores tronco, interceptores e redes coletoras de esgoto, tubulações enterradas que têm a função de coletar os esgotos e transportá-los até as estações de tratamento. Além disso, também foi mais que duplicada a capacidade de tratamento de esgotos. Como resultado, o volume de esgoto tratado na RMSP saltou de 4.000 para 16.000 litros por segundo (aumento de mais de 300%), ao final da segunda etapa do programa. Essa diferença equivale ao esgoto gerado por 8,5 milhões de pessoas, população do porte da cidade de Londres. 

Com previsão de conclusão em 2020 e envolvendo recursos da ordem de US$ 2 bilhões, a terceira etapa do Projeto, ora em andamento com aproximadamente 64% das obras concluídas, possibilitará um novo salto nos níveis de coleta e tratamento de esgoto, cujo resultado esperado equivalente ao esgoto gerado por população de mais de 5 milhões de pessoas. 

Os avanços são evidentes, haja visto o salto no volume de esgotos tratados, resultado da ampliação do atendimento em coleta e tratamento de esgotos na RMSP. Antes do início do Programa, a coleta de esgotos alcançava 70% da RMSP e hoje abrange 87%. Em 1992, o tratamento era de apenas 24% do volume de esgotos coletado, hoje está em 68%, e deverá chegar a 84% ao final desta terceira etapa.

A fim de prosseguir com as ações de ampliação e otimização dos sistemas de esgotamento sanitário da RMSP, nas áreas atendidas pela Companhia, contribuindo para a recuperação progressiva do rio Tietê e seus afluentes, foi estruturada a quarta etapa do Projeto, com investimentos estimados em US$ 2 bilhões. Algumas ações, consideradas prioritárias, foram antecipadas e encontram-se em fase de execução de obras. 

Vale ressaltar que todas as intervenções previstas e realizadas neste importante programa de saneamento refletem impactos positivos nos trechos do rio que seguem para o interior, cujos resultados concretos percebidos podem sofrer variações em função do regime pluvial do período. Entretanto, para a efetiva revitalização do rio, é preponderante a atuação de todos os atores sociais envolvidos, com ações complementares ao saneamento, tais como regularização e urbanização fundiária, destinação correta de resíduos sólidos, limpeza urbana e a ampliação da conscientização ambiental.

Despoluição dos rios Jundiaí e Sorocaba

Mas não é só trabalhando nos trechos urbanos da Grande São Paulo, que a Sabesp cuida da qualidade das águas do rio Tietê.

Da metrópole paulistana ele corre para o interior e as ações de saneamento realizadas nas cidades que margeiam seus mais de 1.100km de extensão ou que compões as bacias de drenagem para o Tietê, também são essenciais para assegurar sua preservação.

Em 24 de março, a Sabesp inaugurou uma estação de captação de água do rio Jundiaí e 117 mil pessoas em Várzea Paulista passaram a receber a água tratada proveniente do curso d' água. A ação foi possível devido à melhoria da qualidade do rio, consequência da construção de estações de tratamento de esgoto. Não há, em todo o país, registro de uma bacia hidrográfica altamente adensada como a bacia do rio Jundiaí que tenha sido despoluída.

O nível de poluição do rio Jundiaí levou ao sumiço dos peixes no começo dos anos 1980, inclusive do jundiá, espécie que dá nome ao rio. O processo de despoluição de suas águas incluiu uma série de ações, como o combate ao lançamento de lixo e a coleta e tratamento de esgoto. 

Desde 2012, a Sabesp inaugurou duas Estações de Tratamento de Esgotos na região. Com investimento de R$ 132 milhões, os empreendimentos foram fundamentais para a eliminação de 257 toneladas por mês de carga orgânica do rio.

A melhoria das águas foi reconhecida, inclusive, com a ampliação do reenquadramento do rio de classe 4 para classe 3, que agora abrange o trecho entre o córrego Pinheirinho, em Várzea Paulista, e a foz no Tietê, em Salto, com mais de 60 km de extensão.

Mais ações - Em 5 de maio, Dia Mundial do Meio Ambiente, a companhia soltou 10 mil peixes no rio Sorocaba, em Laranjal Paulista. O curso d’água, que corta o centro da cidade, é um dos principais beneficiados pelas ações da empresa na região. A entrega de obras de tratamento de esgoto da companhia contribuiu para que o Sorocaba e demais rios na bacia do Médio Tietê lancem 120 mil litros por segundo de água limpa no principal rio paulista, o Tietê.

A ação simboliza os resultados dos investimentos da Sabesp nos últimos seis anos para a melhora de 43 rios e córregos na região, chamada de Médio Tietê por contemplar as cidades no trecho intermediário do rio, entre a nascente, na Grande São Paulo, e a foz, na divisa com Mato Grosso do Sul. Entre 2011 e 2017, a empresa investiu R$ 233 milhões em cerca de 30 obras, que evitam o descarte de 115 milhões de litros por dia de esgoto in natura em rios como Sorocaba, Piracicaba e Tietê. Essa ação melhora a qualidade das águas e têm consequências diretas na fauna, flora e na saúde da população.

Na região, a meta da empresa é elevar o índice de tratamento de esgotos nas sedes dos municípios dos atuais 84% para 100%, ou seja, mais de 800 mil habitantes serão atendidos com serviços de saneamento universalizados: 100% de abastecimento com água de qualidade, 100% de coleta de esgotos e 100% dos efluentes coletados tratados.

Ainda em Laranjal Paulista, a companhia celebra também a restauração da mata ciliar do rio Sorocaba. A Sabesp plantou 90 mil árvores nativas ao longo de 54 hectares. A presença de vegetação aumenta a estabilidade dos solos e reduz a acesso de agentes poluidores ao corpo hídrico, além de proporcionar a conservação da biodiversidade local.

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Agência de Notícias

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