Projeto Tietê

Instituído em 1992, o Projeto Tietê nasceu de uma importante mobilização social, seguida de abaixo-assinado com mais de 1 milhão e 200 mil assinaturas, ocorrida na capital há quase 25 anos, com a iniciativa da mídia e da ONG SOS Mata Atlântica.

O Projeto Tietê tem como objetivo contribuir para a revitalização progressiva do rio Tietê, na bacia hidrográfica do Alto Tietê, por meio da ampliação e otimização do sistema de coleta, transporte e tratamento de esgotos.

Em função da complexidade do Programa, considerando os desafios e dificuldades de se implantar projetos de infraestrutura em regiões conurbadas como a de São Paulo, que requer ações integradas, altos investimentos e continuidade, com resultados em termos ambientais como solução de longo prazo, foi necessária sua estruturação em etapas.

Desde o seu início até hoje ocorreram importantes avanços na ampliação da infraestrutura sanitária da Grande São Paulo. Foram executados, aproximadamente, 910 km de coletores-tronco e interceptores de esgotos, além de 3.140 km de redes coletoras, totalizando mais de 4.000 km de tubulações enterradas com a função de coletar o esgoto gerado e transportá-lo às estações de tratamento.

Além da ampliação da infraestrutura de coleta e transporte de esgotos, também foi mais que duplicada a capacidade de tratamento. Como resultado, o volume de esgoto tratado na RMSP saltou de 4.000 para 16.000 litros por segundo (aumento de mais de 300%). Essa diferença equivale ao esgoto gerado por 8,5 milhões de pessoas, população do porte da cidade de Londres. Vale lembrar que o Tâmisa, rio que corta a capital inglesa, foi revitalizado em 100 anos, e o Sena, em Paris, em 70 anos.

Terceira etapa

Hoje a Sabesp atua na terceira etapa do Projeto, com 51% de realização. O conjunto de ações objeto desta etapa possibilitará um novo salto nos níveis de coleta e tratamento de esgoto, cujo resultado esperado equivalente ao esgoto gerado por população de mais de 4,5 milhões de pessoas.

Apesar de não se ter tão evidente a melhoria das condições do rio no trecho que cruza a Metrópole, importantes avanços foram obtidos. Antes do início do Programa, a coleta de esgotos alcançava 70% da RMSP e hoje abrange 87%. Em 1992, o tratamento era de apenas 24% do volume de esgotos coletado, estando hoje em 68%, e deverá chegar a 84% ao final desta terceira etapa.

Vale ressaltar que todas as intervenções previstas e realizadas neste importante programa de saneamento refletem impactos positivos nos trechos do rio que seguem para o interior, cujos resultados concretos percebidos podem sofrer variações em função do regime pluvial do período.

Entretanto, para a efetiva revitalização do rio, é preponderante a atuação de todos os atores sociais envolvidos, com ações complementares ao saneamento, tais como regularização e urbanização fundiária, destinação correta de resíduos sólidos, limpeza urbana e a ampliação da conscientização ambiental.

Sabesp na sua região

Digite o nome do município onde você mora e conheça o trabalho que a Sabesp faz nessa região.

Agência de Notícias

Agência de Notícias