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Mananciais

Mananciais são reservas hídricas ou fontes de água para abastecimento público e podem ser superficiais ou subterrâneas. 

Antes do tratamento nas estações, a água é retirada de rios, lagos, riachos, represas e lençol freático. Daí a importância da conservação e proteção destas áreas para garantir água em quantidade e qualidade adequadas.

As represas utilizadas para fins de abastecimento público tem a finalidade de acumular água no período chuvoso ou úmido para ser utilizada no período seco ou de estiagem, permitindo o fornecimento de água para a população ao longo do ano. 

As represas também possuem um papel fundamental no controle das cheias, pois, no período de fortes chuvas, retêm parte da vazão que chegaria aos rios, córregos e centros urbanos, armazenando ou liberando os volumes de água aos poucos, de forma controlada, evitando ou reduzindo o impacto de inundações. 

Na Região Metropolitana de São Paulo a fonte principal utilizada para abastecimento público é a água armazenada em barragens ou represas.

Diariamente, são divulgados relatórios com os índices, quantidade de chuvas e reserva destes mananciais que podem ser acompanhados por um sistema da própria Sabesp.

No Interior de São Paulo é comum o uso da água de poços profundos provenientes de mananciais subterrâneos que também inspiram proteção e cuidados.

Já no litoral, há mananciais de serra e rios imprescindíveis ao desenvolvimento das regiões.

 

Região Metropolitana de São Paulo

Para o abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo existem várias represas que compõem o  Sistema Integrado Metropolitano. São eles: Cantareira, Alto Tietê, Guarapiranga, Rio Grande, Rio Claro e Cotia. 

 

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marcador Índice das represas e pluviometria

Composto por 6 represas, que juntas possuem uma capacidade de armazenamento de quase 1 trilhão de litros de água, o Cantareira é o maior sistema produtor da Região Metropolitana de São Paulo. 

As represas Jaguari, Jacareí, Cachoeira e Atibainha estão localizadas na Bacia Hidrográfica dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), enquanto que as represas Paiva Castro e Águas Claras localizam-se na Bacia Hidrográfica do Alto Tietê.

 As represas são interligadas por cerca de 28 quilômetros de túneis e canais, e contam com uma estação elevatória com capacidade para impulsionar 33 mil litros de água por segundo de água em um desnível geográfico de cerca de 120 metros. 

O tratamento é feito na estação de tratamento do Guaraú, a maior instalação de tratamento da Grande São Paulo.

 

Sistema Alto Cotia

Composto pelas represas Pedro Beicht e Cachoeira da Graça, o sistema Alto Cotia  possui capacidade de armazenamento de  cerca de 17 bilhões de litros.  A água é armazenada na represa Pedro Beicht  por um canal  natural até o represa Cachoeira da Graça.  

Por estar na reserva florestal Morro Grande, de propriedade e gestão da Sabesp, a água do sistema Alto Cotia apresenta uma excelente qualidade.

O tratamento é feito na estação de mesmo nome cuja capacidade é de 1,2 mil litros por segundo. Atualmente o complexo atende 360 mil pessoas de Cotia, Vargem Grande Paulista, Embu - Guaçu e parte de Embu.

 

Sistema Baixo Cotia

O Sistema Baixo Cotia está localizado na Bacia hidrográfica do Alto Tietê na divisa dos municípios de Carapicuíba e Barueri, próximo à sua foz no Rio Tietê. 

A água captada na represa Isolina Inferior é encaminhada para a Estação de Tratamento de Água Baixo Cotia, que possui capacidade de produção de 1050 litros por segundo. A água é distribuída para parte dos municípios de Itapevi, Barueri e Santana do Parnaíba.

 

Destaque Guarapiranga

O sistema é composto pelas represas Guarapiranga, Capivari e  Billings (Braço Taquecetuba). A Guarapiranga, principal manancial, é de propriedade da Empresa Metropolitana de Águas e Energia – EMAE, e possui uma capacidade de armazenamento de 171 bilhões de litros de água, formando o terceiro maior Sistema Produtor da Região Metropolitana de são Paulo.

Seus principais afluentes são os Rios Embu Guaçu, Embu Mirim e Rio Parelheiros, bem como as águas transferidas das represas Billings e do rio Capivari através de estações elevatórias.

A água captada na represa é encaminhada para a Estação de Tratamento de Água do Alto da Boa Vista responsável pelo abastecimento público de grande parte da zona sul e sudoeste da Grande São Paulo. Atualmente a produção alcança 15 mil litros de água por segundo. 

Sistema Rio Claro

O Sistema Produtor Rio Claro é composto pela represa do Ribeirão do Campo e recebe também água proveniente da transposição do Rio Guaratuba.

O Rio Claro encontra-se no extremo leste da Região Metropolitana de São Paulo, cuja bacia de contribuição ocupa uma área de 173,9 km2 distribuída nos municípios de Salesópolis, Biritiba e Bertioga. 

Inaugurado em 1939, o sistema localizado em Área de Proteção a Mananciais, de propriedade da Sabesp, possui água de excelente qualidade. 

Na Estação Casa Grande, situada em Biritiba – Mirim, são tratados 4 mil litros de água por segundo para atender parte da zona leste de São Paulo e os municípios de Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba.

 

Sistema Alto Tietê

O sistema Produtor Alto Tietê é composto pelas represas de Ponte Nova, Paraitinga, Biritiba, Jundiaí e Taiaçupeba, que juntas possuem uma capacidade de armazenamento de cerca de 575 bilhões de litros, formando o segundo maior sistema da Região Metropolitana de São Paulo.

Inicialmente composto pelas represas de Taiaçupeba e Jundiaí, o Sistema Alto Tietê, teve seu início de operação em 1992. Com a demanda crescente da população da Região Metropolitana o sistema foi ampliado com a incorporação às represas de Paraitinga, Ponte Nova e Biritiba.

A interligação entre as barragens é realizada através de túneis, canais e estações elevatórias. Além do abastecimento público, o Sistema Alto Tietê atende também ao controle de cheias da região, pois armazena grande quantidade das águas provenientes das chuvas ocorridas em suas cabeceiras.

A água do Sistema Alto Tietê é captada na represa de Taiaçupeba e tratada pela estação de tratamento de água de mesmo nome. A capacidade de produção é de 15 mil litros de água por segundo para atender  4,2 milhões de habitantes da zona leste de São Paulo e dos municípios de Arujá, Itaquaquecetuba, Poá, Ferraz de Vasconcelos e Suzano, além de parte de Mogi das Cruzes e de Guarulhos.

 

 

Sistema Ribeirão da Estiva

O Sistema Produtor Ribeirão da Estiva faz a captação diretamente no manancial de mesmo nome.

O reservatório foi construído na década de 60 e, a partir de 1973, passou a ser utilizado pelo município de Rio Grande da Serra para seu abastecimento público. 

A água captada é encaminhada para a estação Ribeirão da Estiva, que possui capacidade de tratamento de até 100 litros por segundo. 

Além de Rio Grande da Serra, o sistema também abastece parte do município de Ribeirão Pires.

  
 

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Agência de Notícias

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