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Mitos e Verdades

A Sabesp criou uma nova campanha nas redes sociais para esclarecer dúvidas sobre as afirmações mais comuns relacionadas aos serviços prestados.

Vamos descobrir o que é Mito e Verdade?
 

Soluções alternativas para o tratamento

Verdade!

Uma das novas tecnologias implantadas pela Sabesp é o método de ultrafiltração por membranas. Utilizada também em países como Estados Unidos, Israel e Cingapura, ela reduz o tempo de tratamento da água de três horas para 30 minutos, o que resulta no aumento da produção de água potável. Durante a crise hídrica, a utilização das membranas ultrafiltrantes nos sistemas Guarapiranga e Rio Grande aumentou a capacidade de tratamento de ambos em 2.500 litros por segundo, quantidade suficiente para abastecer cerca de 900 mil pessoas. Com mais água tratada, os sistemas puderam atender bairros que antes eram abastecidos pelo Cantareira.

Atualmente, a tecnologia também é utilizada no Aquapolo para produzir água de reúso com alto teor de refinamento. Além do Aquapolo, maior empreendimento para a produção de água de reúso industrial na América do Sul e quinto maior do mundo, a Sabesp produz água de reúso a partir de efluentes tratados por meio do método de lodo ativado nas estações de tratamento Barueri, Jesus Neto, Parque Novo Mundo e São Miguel com uma capacidade instalada de aproximadamente 827 litros/segundo, através do tratamento do esgoto.

A água de reuso não pode ser utilizada para consumo humano, mas poder ser usada em atividades como lavagem de máquinas, calçadas, praças e galpões, esfriamento de caldeiras, geração de energia, entre outras.

Mito!

A recuperação e preservação de mananciais urbanos é uma missão coletiva que requer intensa fiscalização contra ocupações irregulares, destinação correta do lixo urbano e a participação de órgãos como o Ministério Público como agente facilitador para a entrada de infraestrutura sanitária nessas regiões. Para a implantação dos serviços de saneamento nessas áreas são necessárias ações conjuntas entre a Sabesp e a as prefeituras locais.

Desde 2008, a Sabesp desenvolve, em parceria com a prefeitura de São Paulo, o Programa Vida Nova Mananciais, que tem como foco a recuperação de duas das principais represas da Grande São Paulo: Billings e Guarapiranga. As ações têm recursos da União, Estado de São Paulo, Sabesp, Município e Banco Mundial.

Outro programa que tem expandido o sistema de esgotamento sanitário é o Pró-Billings, em parceria com a Agência de Cooperação Internacional Japonesa (Jica). A população beneficiada será de cerca de 250 mil pessoas.

 

Mito!

A afirmação de que não houve investimentos por parte da Sabesp na produção de água antes da crise hídrica é totalmente falsa. Apenas entre 1995 e 2013 a empresa investiu R$ 9,3 bilhões em medidas para aumentar a segurança do abastecimento de água na Região Metropolitana de São Paulo. No período, a capacidade de produção subiu de 57 para 75 metros cúbicos por segundo. A crise foi originada por um fenômeno meteorológico totalmente atípico. 

 

 

 

Mito! 

Uma lei federal impede a instalação de sistema de saneamento em áreas sem infraestrutura urbana. A Sabesp tem negociado autorizações individuais para implantar redes de água em casas construídas em terrenos públicos que não sejam de proteção ambiental, após a prefeitura regularizar a área. O objetivo é atingir 160 mil moradias até o início de 2018. A Sabesp também negocia para instalar as redes de esgoto nesses terrenos. Essa implantação depende de um trabalho de reurbanização por parte das prefeituras, já que as tubulações muitas vezes precisam ser instaladas em locais onde hoje existem casas construídas. Faz-se necessário então construir novas moradias para essas famílias. 

Em outros locais, a Sabesp tem instalado as redes após autorização judicial. 

MITO!

 

Não cabe à Sabesp multar as pessoas. Em regra, é uma atribuição das gestões municipais. No entanto, a companhia está comprometida em alcançar a universalização do atendimento de coleta e tratamento de esgotos nos municípios onde atua e por isso tem incentivado a conexão dos imóveis à rede de esgoto. Desde 1º de fevereiro de 2016, a Sabesp só realiza novas ligações de água se o imóvel também for conectado à rede de esgoto. A medida segue normas federais e estaduais e tem o objetivo de ampliar os benefícios para o meio ambiente e para a saúde decorrentes do serviço de saneamento. A ligação de esgoto é obrigatória para quem reside em área urbana que tenha rede coletora em sua rua, conforme determina a Lei do Saneamento (11.445/07). No entanto, vale destacar que a legislação também determina que a Sabesp somente pode implantar sistemas de abastecimento de água e esgotos em áreas com regularização fundiária, o que cabe à administração municipal. A companhia pode fornecer à prefeitura todas as diretrizes técnicas necessárias para que a implantação da infraestrutura esteja adequada para a integração aos sistemas de abastecimento e coleta de esgotos existentes.

Na Grande São Paulo, por exemplo, existem cerca de 160 mil imóveis que poderiam estar conectados à rede de esgoto. Apesar de não poder multar, a Sabesp está notificando extrajudicialmente estes moradores para que regularizem seus imóveis. É uma obrigação legal e um ato de cidadania. 

 

Verdade! 

 
No início do Projeto Tietê, a mancha de poluição no rio, que tinha 530 quilômetros, de Mogi das Cruzes até o reservatório de Barra Bonita, foi reduzida a 137 quilômetros em 2016. Criado em 1992, o projeto já investiu US$ 2,5 bilhões na ampliação da infraestrutura de coleta e transporte de esgoto, que resultaram em importantes avanços. Um dos principais exemplos de sucesso nesse tipo de ação mostra que o processo de despoluição de rios pode levar muito tempo. Os franceses passaram a investir na revitalização do rio Sena, em Paris, na década de 1960, ou seja, há mais de 50 anos e, embora já existam 30 espécies de peixes no rio, o processo de despoluição ainda não foi concluído. O rio Tietê percorre 1.100 km do estado de São Paulo e banha 62 municípios no caminho de Salesópolis, próximo ao litoral, até a divisa com o Mato Grosso do Sul, onde deságua no rio Paraná.
Vários afluentes do Tietê já foram despoluídos. Os peixes voltaram para o rio Sorocaba e para o Jundiaí, que também pode ser utilizado agora para o abastecimento.
 

 

Verdade!

 

A estrutura progressiva da tarifa da Sabesp tem faixas que deixam o preço do metro cúbico de água menor para o cliente que consome menos. Isso vale para casas, condomínios, comércio e indústria. Por exemplo, o cliente residencial normal que consome até 10 m³/mês paga cerca de R$ 2,24 por m3; na faixa entre 11 e 20 m³, o valor do m3 fica em R$ 3,50; no consumo de 21 m³ a 50 m3, o cliente paga R$ 8,75 o m3 e, acima de 50 m3, R$ 9,64 o m3. Logo, se o cliente reduzir o perfil de consumo, por exemplo, de 24 m³ para 19 m3, ele sai de uma faixa de R$ 8,75 para uma faixa de R$ 3,50. Ou seja, pagará menos que a metade da faixa anterior, reduzindo o consumo em 30% e diminuindo o valor da conta em quase 50%.

 

Mito! 

As empresas de saneamento são contratadas para despoluir os esgotos gerados nas cidades. Esse processo envolve três fases, conforme os planos municipais de saneamento constantes nos contratos que são a coleta, afastamento e tratamento final do efluente. A legislação federal define que é devida a tarifa desde que executada uma das fases. É o valor cobrado na tarifa, inclusive, que possibilita os investimentos para a construção de grandes coletores e estações de tratamento para a ampliação dos serviços. 

Verdade!

A companhia trabalha duro para reduzir as perdas de água na rede e também investe na conscientização dos clientes para diminuírem o desperdício. Essa ação é realizada em comunidades, instituições, condomínios e escolas através do Programa Guardião das Águas, com campanhas, palestras e distribuição de material. Também nessa linha existe o Programa de Uso Racional da Água – PURA, que promove readequações estruturais em prédios públicos para que reduzam perdas e reforcem o consumo consciente, dando ainda orientações práticas a funcionários e alunos. O site da Sabesp traz dicas de economia de água para clientes: clique aqui, cartilhas e manuais para download em pdf que ajudam gestores de empresas e síndicos a reduzirem o consumo nas suas instalações: clique aqui, e cursos para detecção de vazamentos: clique aqui.

Na linha educativa, a Sabesp lançou este ano a história em quadrinhos “Uso Racional da Água e Saneamento Básico”, assinada por Mauricio de Sousa, com os personagens Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão, distribuída em escolas estaduais e em igrejas. clque aqui.

E com o Instituto Akatu, a Sabesp lançou o percurso “SOS Água” do Edukatu, plataforma gratuita e aberta de aprendizagem sobre consumo consciente e sustentabilidade para escolas de Ensino Fundamental de todo Brasil.

 

 

Verdade!

Da mesma forma que o a gordura entope as artérias do corpo humano provocando enfarto, o óleo de cozinha jogado pela pia da cozinha, ralo ou privada pode entupir as redes de esgoto causando muitos transtornos. Em São Paulo, existe o Programa de Reciclagem do Óleo de Fritura da Sabespe também os Ecopontos, onde as pessoas podem entregar o óleo armazenado em garrafas pet. Caso não haja Ecoponto na cidade em que a pessoa mora, ela pode armazenar o óleo em garrafas pet e levar em locais que fazem reciclagem, ongs e empresas especializadas. É bom lembrar que lanchonetes e restaurantes são obrigados a ter caixa de gordura para que o óleo usado não vá direto para a rede de esgoto, evitando entupimentos.

 

 

Mito

A água distribuída à população pela Sabesp está dentro dos parâmetros exigidos pela Portaria 2.914/2011 do Ministério da Saúde, inclusive no que se refere à concentração de cloro, cuja aplicação é feita de forma controlada, com o objetivo de garantir sua potabilidade. Eventualmente, a água da Sabesp pode apresentar coloração esbranquiçada, um fenômeno natural decorrente de manobras operacionais na rede de abastecimento, causando turbilhonamento hidráulico e o aparecimento de microbolhas no instante da abertura da torneira. Vale salientar que essa característica não representa nenhum risco à qualidade da água, nem à saúde da população. A coloração se altera temporariamente, por conta dessas microbolhas, e após alguns segundos a água volta a ficar totalmente límpida. A Sabesp tem laboratórios de controle sanitário para monitorar constantemente a qualidade da água que fornece à população. Nesses laboratórios especializados são realizadas, em média, mais de 62 mil análises mensais. As avaliações incluem parâmetros básicos de controle, como turbidez, cor, cloro, coliformes e termolerantes. Todos os resultados são encaminhados para as Vigilâncias Sanitárias locais, conforme determina a lei.

 

Mito

Dentre os serviços de fornecimento de energia elétrica, telefonia fixa e celular, internet e tv a cabo, a conta de água e esgoto é a mais barata!

Qual serviço é o mais importante para você?

Das 351 cidades pesquisadas no estudo anual da Global Water Intelligence, a tarifa residencial normal da Sabesp até 10 m3 ficou em 222º lugar. Entre os países da lista com tarifas menores, a maior parte é da África e do Sudoeste Asiático onde os serviços são precários e concentrados apenas em algumas cidades. Também há casos onde as tarifas são subsidiadas pelos governos. No Brasil, 21 empresas de saneamento que atendem capitais estaduais tem a tarifa maior do que a da Sabesp.

Para se ter ideia de como a tarifa da Sabesp é barata, em São Paulo ela significa 1,74% do orçamento familiar de acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF - 2011/2013), realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.

Para avançarmos na despoluição dos rios e na promoção da qualidade de vida, é necessário um novo pacto pelo saneamento.


 

 

Mito

Muita gente não sabe, mas as tubulações que recolhem a água da chuva por meio de bueiros, também conhecidos como "bocas de lobo", são de responsabilidade da administração municipal e independentes da rede de coleta de esgotos da Sabesp. Ou seja, cabe às prefeituras municipais a manutenção dessas tubulações que recebem a água da chuva. Em um imóvel, a água da chuva que escorre pelo telhado, pelas calhas e pelos ralos deve ser direcionada às galerias pluviais, enquanto o esgoto do banheiro, da cozinha, da lavanderia e das pias deve ser conectado à rede coletora da Sabesp. O problema é que muitos imóveis ligam os ralos e calhas à tubulação de esgotos, o que é ilegal e gera sobrecarga, elevando o risco de extravasamentos e entupimentos.