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Projeto Tietê

A Sabesp é responsável pelos serviços de saneamento em 36 dos 39 municípios que integram a Região Metropolitana de São Paulo, considerada uma das maiores aglomerações urbanas do mundo. São Paulo tem características marcantes, como a superpopulação que se sobrepõe ao planejamento urbano e nos desafia a implantar a infraestrutura de esgotamento sanitário necessária para oferecer mais saúde e qualidade de vida para nossa população. 

São quase 29 anos de trabalho praticamente ininterruptos pelo Projeto Tietê, maior programa de saneamento ambiental do país, devido ao volume de investimentos e porte dos empreendimentos, que vem proporcionando para a  maior metrópole do país um avanço significativo nos índices de saneamento.

Instituído em 1992, o Projeto Tietê tem como objetivo contribuir para a revitalização progressiva do rio Tietê - na bacia hidrográfica do Alto Tietê, onde se localiza a Região Metropolitana de São Paulo - por meio da ampliação e otimização do sistema de coleta, transporte e tratamento de esgotos, com vistas à universalização dos serviços de saneamento na Metrópole.

Desde o seu início até hoje, as realizações do Projeto proporcionaram importantes avanços na ampliação da infraestrutura sanitária da grande São Paulo, com benefícios diretos para 12,4 milhões de pessoas, que passaram a ter o esgoto coletado e tratado – contingente maior do que a população de Paris e Londres somadas. 

Nesse período, expandimos a cobertura com rede de coleta de esgoto de 70% para 92% e o tratamento de esgoto de 24% para 83% do volume coletado na RMSP.

Esse avanço é resultado da realização de mais de 1,8 milhão ligações domiciliares de esgoto, implantação de 4,6 mil quilômetros de interceptores, coletores tronco e redes para coletar e transportar o esgoto da metrópole até as estações de tratamento, cuja capacidade instalada de tratamento foi triplicada. Com a ampliação dessa infraestrutura de saneamento, a vazão de esgoto tratada saltou, no mesmo período, de 4 mil litros por segundo para 22,7 mil litros por segundo.

No início do projeto existiam duas estações de tratamento de esgotos (ETE) - Barueri e Suzano. Seguindo as diretrizes do Plano Diretor de Esgotos da RMSP, foram construídas as estações do ABC, Parque Novo Mundo e São Miguel, além de ampliada a capacidade da ETE Barueri, maior estação da América do Sul e uma das maiores do mundo. Desta forma, o Projeto Tietê consolidou o sistema principal de tratamento de esgotos concebido para a Metrópole.

Os empreendimentos

Em 2020, foi entregue um conjunto de obras que ampliam a coleta e o tratamento de esgoto na cidade de São Paulo, beneficiando mais 350 mil pessoas com esgoto tratado e melhorando o sistema que atende diretamente mais de 2 milhões de pessoas. O empreendimento contribui para a melhoria da qualidade das águas dos rios Tamanduateí e Tietê ao levar para tratamento o esgoto gerado na região central do município, em bairros como Bela Vista, Consolação, República, Anhangabaú, Sé e Liberdade, abrangendo também Aclimação, Cambuci e Ipiranga. O conjunto contemplou 15 km de tubulações, com quatro obras principais: o Interceptor Tietê 7 (ITi-7), supertúnel de 7,5 km de extensão, 3,4 m de largura e 2,65 m de altura construído embaixo da Marginal Tietê; a Estação Elevatória de Esgoto Piqueri; o novo Coletor-Tronco Anhangabaú; e o Interceptor Tamanduateí (ITa-1J).

Outro destaque foi a inauguração da ETE Laranjeiras, que passou a tratar o esgoto de cerca de 30 mil moradores dos bairros Vila Rosina, Parque Industrial Araucária, Jardim das Laranjeiras, Vila Ajoá, Laranjeiras, Jardim Adelfiori, Jardim Serra Grande, Jardim Ninho Verde,  no município de Caieiras (SP). O benefício gerado pela nova ETE, no entanto, estende-se até o Tietê, onde deságua o rio Juqueri.

Atualmente, estão em execução um conjunto significativo de obras, sendo 25 contratos em andamento, em execução simultânea, com benefício direto para 18 municípios da RMSP: Itaquaquecetuba, Suzano, São Bernardo do Campo, Diadema, Santo André, São Paulo, Osasco, Barueri, Franco da Rocha, Caieiras, Francisco Morato, Mairiporã, Embu das Artes, Taboão da Serra, Cajamar, Poá, Arujá e Ferraz de Vasconcelos. 

Redução da Mancha de Poluição

Os esforços pela expansão do atendimento têm gerado resultados positivos. Um impacto visível está no recuo da mancha de poluição do Rio Tietê em direção ao interior do Estado. A poluição que atingia 530 km na década de 1990, diminuiu para 150 km em 2020, segundo relatório emitido pela ONG SOS Mata Atlântica.

Esses resultados se tornam ainda mais expressivos quando consideramos o enorme crescimento da população da metrópole nesse período, que no início da década de 1990 era de pouco mais de 15 milhões de pessoas e hoje está em 21 milhões, o que demonstra o tamanho do esforço dispendido e a complexidade do Projeto.

Projeto Tietê é saúde!

O Projeto Tietê é antes de tudo um programa de saúde pública - a ampliação e melhoria dos sistemas de coleta de esgotos contribui consideravelmente para a redução dos índices de mortalidade infantil. 

Os vultosos investimentos na metrópole têm efeitos diretos na melhoria da qualidade das águas de córregos e dos rios na Região Metropolitana de São Paulo, assim como reflexos no trecho do rio que corre para o interior do Estado, o que se traduz em melhoria da qualidade de vida para as pessoas. Contudo, é importante frisar que a completa despoluição e volta da vida a esses cursos d´água depende da conscientização e engajamento de todos. A despoluição de rios é algo que vai muito além do saneamento, questões como gestão dos resíduos sólidos, limpeza e desassoreamento de rios, limpeza de galerias de águas pluviais, controle do uso e ocupação do solo, controle e fiscalização de fontes de poluição industrial e de áreas de preservação ambiental são igualmente importantes. 

Adiciona-se a isso, como fator fundamental de sucesso para a melhoria efetiva da qualidade dos rios, o envolvimento de toda a sociedade na conscientização socioambiental. É essencial o papel da população, evitando o despejo de lixo nos cursos d’água, denunciando lançamentos irregulares de esgoto para colaborar com a fiscalização e principalmente conectando o esgoto do imóvel à rede coletora da empresa.

A união de esforços entre todos os agentes sociais tornará possível ter nossos rios em condições favoráveis para a qualidade de vida de todos os paulistanos. 

Destaque para obras em andamento 

- Região Leste: interceptores Tietê ITi.15 e ITi.16, coletor-tronco Três Pontes e diversos outros coletores, com benefício direto para o extremo leste do município de São Paulo e Itaquaquecetuba, Suzano, Poá, Arujá e Ferraz de Vasconcelos. 

- Região Sul: coletores-tronco nas bacias do córrego dos Meninos e ribeirão dos Couros, com benefício para os municípios de São Bernardo do Campo, Diadema e Santo André e, indiretamente para o município de São Paulo, com a melhoria das águas do rio Tamanduateí. 

- Região Centro e arredores, em São Paulo: coletores-tronco nas regiões do córrego Jaboticabal, e Moinho Velho, e dos córregos Mooca, Tatuapé (Abel Ferreira), Maranhão e Aricanduva. Destaque para as intervenções já concluídas na bacia do Ipiranga. 

- Região Norte: interceptor Tietê ITi.2, com benefício direto para a região da Casa Verde, Santana e Carandiru, além de coletores na região do córrego Verde. 

- Região Oeste: coletores e estação elevatória Dom José, em Barueri, interceptor Tietê ITi.5 e coletor Mutinga, em Osasco. 

- Extremo Norte da RMSP: ETEs Franco da Rocha e Água Vermelha

- Intervenções nas grandes ETEs: ETE Barueri - ampliação do sistema de desidratação do lodo e melhorias e modernização de outras estruturas. ETE Parque Novo Mundo - ampliação da capacidade de tratamento da fase preliminar de tratamento, de 2,5 para 4,5 m³/s.

Vale o destaque para as intervenções na bacia do rio Pinheiros, por meio do chamado programa Novo Rio Pinheiros, parte integrante do Projeto Tietê, já que o rio Pinheiros é um dos principais afluentes do rio Tietê na RMSP, e a melhoria das condições do Pinheiros terá impacto direto na melhoria da qualidade das águas do Tietê.

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