Mananciais

As fontes de água usadas para abastecimento são conhecidas como mananciais e podem ser rios, lagos, ou represas – também chamados de fontes superficiais ou poços subterrâneos.

Numa espécie de reserva ou “poupança”, as represas acumulam água no período chuvoso que vai de outubro a março para ser utilizada no período mais seco ou de estiagem que vai de abril a setembro.

No período de fortes chuvas, elas também retém parte da vazão da água que chegaria aos rios tendo um papel fundamental no controle das cheias, evitando ou reduzindo o impacto de inundações. 

Na Região Metropolitana de São Paulo a fonte principal utilizada para abastecimento público é a água armazenada em barragens ou represas e um sistema integrado composto por grandes complexos. Dentre eles estão o Cantareira, Alto Cotia, Guarapiranga, Rio Grande, Rio Claro,  Alto Tietê e São Lourenço. 

No Interior, além de mananciais superficiais em rios e barragens é muito comum a utilização de poços profundos. Já no Litoral,além de rios existem também as fontes provenientes da serra.

Mananciais

Preservação e vigilância constante

Os cuidados com a água começam antes mesmo do processo de tratamento, pois é imprescindível preservar as reservas para que tenhamos água com boa qualidade e quantidade adequada. 

A vigilância nestas regiões é constante seja a pé, por barco, veículos ou até mesmo drones. Isso para garantir que estas áreas não sejam comprometidas. Nos mananciais como Billings e Guarapiranga, por exemplo, há problemas com ocupações irregulares e na própria qualidade da água bruta.

Em termos de conservação, a Companhia preserva uma área equivalente ao município de Guarulhos. O trabalho de preservação das represas que garantem água para a capital e a Grande São Paulo já recebeu, inclusive, um prêmio internacional.

O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) escolheu a proteção aos mananciais da região como um exemplo de sucesso a ser seguido. O banco selecionou cinco ações como modelo entre os mais de 300 inscritos na América Latina, Caribe e América do Norte. O único projeto brasileiro entre os campeões foi o programa Cinturão Verde Metropolitano, da Sabesp, que já plantou mais de 2 milhões de árvores no entorno dos sistemas Cantareira e Alto Tietê, além de preservar o Rio Claro, o Alto Cotia e um formador do Guarapiranga. 

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