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Sabesp retira 5 mil toneladas de lixo dos sistema de esgotos da Baixada Santista

 29/12/2021 às 10:00

Serviços na Baixada Santista. Colaboradores retiram lixo onde deveria passar somente esgoto

Para garantir a eficácia do sistema de coleta e tratamento dos esgotos existente na Baixada Santista, a Sabesp realiza um trabalho contínuo não somente para a execução de obras que ampliam a cobertura da infraestrutura necessária para o esgotamento sanitário dos imóveis da região, a Empresa também mantém equipes voltadas especificamente para a limpeza preventiva e desobstrução das tubulações. De janeiro a setembro/21, foram feitas aproximadamente 26,5 mil desobstruções em ramais e coletores nas nove cidades da Baixada Santista – o que representa uma média de 72,6 serviços deste tipo, por dia.

E a contribuição das pessoas no uso correto das redes coletoras é um dos pilares essenciais para que haja a proteção do meio ambiente e da saúde e do bem-estar da população. De janeiro a novembro deste ano, foram retiradas 5 mil toneladas de resíduos das peneiras e gradeamentos existentes nas unidades de bombeamento e estações para tratamentos dos esgotos da Baixada. Em 2020, no total, a quantidade foi de 4,5 mil toneladas. E vale destacar que o fluxo natural dos rejeitos não entupiria se não recebesse inadequadamente materiais sólidos, como cabelo, papel, preservativo, fio dental, plásticos, tecidos entre os mais variados itens encontrados pelos técnicos durante as manutenções rotineiras, que utilizam caminhões para sugar a vácuo os esgotos, a fim de evitar extravasamentos nas vias públicas ou refluxos aos imóveis. Estes materiais deveriam ter o lixo como destino, e não vasos sanitários, ralos e pias, impedindo o pleno funcionamento das instalações sanitárias.

A atuação da Sabesp vai além da implementação e aprimoramento dos equipamentos. Nos mesmos primeiros nove meses (jan-set) de 2021, a Empresa aplicou R$ 227 milhões somente no sistema de coleta e tratamento dos esgotos da Baixada. Foram 58 km de novas tubulações, entre redes, coletores e emissários. E para manter a conservação e manutenção dos equipamentos, existem vistorias programadas ao longo do ano para identificar irregularidades nas ligações dos imóveis - que devem estar conectados separadamente ao sistema de esgotamento sanitário e às galerias de drenagem das águas pluviais (das chuvas). Para isso, são aplicados métodos que comprovam se estão corretas as instalações sanitárias internas, evitando que o descarte irregular contamine rios, córregos e praias. Lembrando que a saída pluvial reúne a chuva e a água de lavagem que escoa por calhas e ralos. Já a rede de esgoto recebe resíduos do vaso sanitário, chuveiro, pias e tanque.

Obras em andamento – Nos últimos anos, a Sabesp vem desenvolvendo grandes investimentos na Baixada Santista, buscando ampliar a cobertura das tubulações que direcionam 100% dos esgotos coletados para as estações de tratamento desta região metropolitana. Somente por meio do maior projeto de saneamento ambiental da costa brasileira, o Programa Onda Limpa, já foram aplicados R$ 1,99 bilhão desde 2007. Neste momento, uma 2ª Etapa de R$ 1,4 bilhão se encontra com obras em andamento e uma 3ª Etapa já está prevista (e estimada em R$ 500 milhões) para buscar a universalização dos serviços na região. Existem equipes trabalhando simultaneamente em obras entre as cidades de Itanhaém (bairros: Jardim Corumbá, Belas Artes, Cibratel II, Corumbá, Savoy e Laranjeiras), Mongaguá (bairros: Balneário Jussara, Arara Vermelha, Flórida Mirim, Agenor de Campos, Vila São Paulo e Vera Cruz), Praia Grande (bairros: Jardim Princesa, Cidade da Criança, Canto do Forte e Tupi) e área continental de São Vicente (bairros: Quarentenário, Jardim Irmã Dolores e Jardim Rio Negro).

Ao mesmo tempo, outros três contratos estão em andamento, somando R$ 90,5 milhões que complementam os sistemas de esgotamento sanitário dos bairros Rio da Praia, Jardim das Canções e Mangue Seco, em Bertioga (R$ 11,8 milhões); Perequê e Umuarama, em Guarujá (R$ 31,6 milhões); e Jardim Melvi, em Praia Grande (R$ 47,1 milhões).

Alerta - E justamente nesses locais onde as novas tubulações já foram implantadas que a Empresa faz um alerta diante de uma situação que vem sendo observada: a conexão inadequada feita pelo proprietário do imóvel a um trecho de rede que ainda não está em operação. Isso acontece porque muitos endereços já receberam as tubulações, mas para colocá-las em carga é preciso concluir toda infraestrutura que ainda será interligada ao sistema de esgotamento sanitário existente. A consequência disso é o retorno às residências e o extravasamento nas ruas. Por isso é importante destacar que no momento em que as equipes contratadas forem iniciar as ligações domiciliares haverá uma comunicação prévia aos imóveis, até para orientar as adequações internas que os proprietários devem providenciar para a correta separação da saída dos esgotos, da drenagem de águas pluviais.

 

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